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19 de maio de 2018 . Lagos

"SLAVE" | "Gula Bird" | "Ani-Ma" | "Goofy"

Cie Sun of Shade (França) | Vincent Mantsóe (África do Sul/França) | Roni Chadash (Israel)

Este espetáculo faz parte da 4ª edição Festival "encontros do DeVIR" 

"SLAVE" Cie Sun of Shade (França)

"Gula Bird" Vincent Mantsóe (África do Sul/França)

"Ani-Ma" Roni Chadash (Israel)

"Goofy" Roni Chadash (Israel)

Duração: 70 minutos 
Classificação Etária: maiores de 12


SLAVE | Companhia Sun of Shade (Laos/França) estreia nacional

SLAVE (escravo) recorda-nos que o que foi, e pensávamos esquecido, ainda é. Somos absurdamente forçados a revisitar o passado, que julgávamos “morto”, nas notícias que diariamente nos chegam das mais diferentes geografias. O relatório do Global Slavery Index 2016 contabiliza 45,8 milhões de pessoas escravizadas em todo o mundo. 

Questionamo-nos sobre o nosso lugar na sociedade actual, procuramos um sentido para a vida, e para questões que estão para além do ser individual. Podemos perder-nos num remoinho de valores e ideologias complexos, absurdos ou cínicos. As novas gerações do nosso século poderão encontrar algumas respostas no passado, e fazer da História uma forma de representação para as experiências da humanidade. A maior dificuldade reside em aceitar esta herança, e torná-la nossa. Assim começa o conflito.
As responsabilidades do homem branco aproximam-se frequentemente da sua resistência, e pesam grandemente nos seus ombros, como uma dívida há muito esquecida. A alienação do Homem repete-se, cada um de nós é responsável pelos seus actos e pelas suas consequências, como se não houvesse um travão para violência e cada um de nós viesse a tornar-se no portador solitário de uma história da qual não nos conseguimos libertar.

Coreografia: David Llari
Interpretação: Thomas Barbarisi
Música: Franck II Louise || Konnecting Souls
Desenho de luz: Didier Le Marec
Iluminação: Laurent Verite 

Ani-Ma | Roni Chadash (Israel) estreia nacional

Nesta criação existe uma verdadeira vontade de transformação, tal como no poema de Fernando Pessoa que lhe deu origem. É como que uma coreografia da descoberta, do contrário, onde se experimenta mostrar um corpo seccionado, cirurgicamente invertido, produzindo imagens distorcidas e movimentos arrevesados para chegar a um outro corpo, a um outro lugar.

“Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.”
Fernando Pessoa

Coreografia e interpretação: Roni Chadash
Musica: Raime, Bohern & Der Club Of Gore
Figurino: Jul Davidovich
Cenografia: Miki Patish, Guy Moses 

Goofy | Roni Chadash (Israel) estreia nacional

em Goofy (mulher) há um corpo feminino sem identidade, condicionado, segregado, tenso, articulado, que se expõe e se fecha. 
Trata-se de uma criação verdadeiramente surpreendente, servida por uma interpretação fortíssima, crua e intensa, subtil, inteligente e irrepreensível. 

“À mulher ele disse… e o teu desejo deverá pertencer ao teu marido, e ele te dominará.” Génesis 3:16
`Goofy´, em hebraico, significa MEU corpo. Eu queria questionar esta afirmação, e verificar se poderíamos realmente ser donos dos nossos corpos. Na nossa realidade moderna, na qual as pessoas se tratam como pedaços de carne, torna-se ainda mais relevante para mim levantar esta questão. 
`Goofy´ é uma tentativa de compreender como pode um corpo perder a sua inocência, e como algo tão amorfo pode transformar-se na conhecida e comum criatura denominada “UMA MULHER”

Coreografia e interpretação: Roni Chadash
Desenho de luz: Amir Castro
Assistente de ensaios: Dana Shoval
Cenografia: Adam Gorlizki
Música: Arvo Part, Nicolas Jaar, Chopin

GULA bird | Vincent Mantsoe (África do Sul/França) estreia nacional

Gula (pássaro) foi criado a partir das memórias de Vicent Mantsoe. A liberdade dos pássaros no Soweto, um dos maiores bairros de Johannesburg, símbolo do apartheid, sinónimo de segregação racial, contrastava com a condição de muitos daqueles que combatiam o regime que vigorou entre 1948 e 94. 
Irreal! Merecedor dos muitos prémios e de todas as distinções que já lhe atribuíram.

Esta criação foi vencedora dos FNB VITA Choreography Award, em 1993. Foi adaptada a uma criação de grupo – Gula Matari, distinguida com o 1º lugar na primeira Edição de Dance Encounters of Contemporary African Dance em Luanda, Angola 1995 e, em 1996, com o Prémio de Autor do Conselho Geral de Seine-Saint Denis, na V -edição dos Encontros Coreográficos Internacionais de Seine-Saint-Denis (França).
Aquando da apresentação em Abidjan, na MASA 99, a imprensa considerou este trabalho uma “Obra de arte da companhia, “Gula Matari” (“The Birds”), coreografada pelo director artístico associado e fabuloso bailarino Vincent S.K. Mantsoe, transforma cada bailarino num ser-pássaro. Só podemos ficar fascinados com a simplicidade e rigor dos seus gestos staccato e desarticulados, num dos mais lindos solos do repertório contemporâneo actual” – Ayoko Mensah, “Africultures”. Um homem transforma-se num Pássaro e o Pássaro transforma-se num homem, os Pássaros são uma eterna fonte de inspiração. Fascinam-nos não apenas com o seu voo, mas também, com a sua distinta linguagem corporal, pela consonância dos seus sons com a natureza, pela sua preciosa harmonia e inquietação. Tudo isto é capturado no magistral solo GULA. “É uma destilação de um espírito nativo, em que os movimentos rápidos de cabeça, os dedos ondulados como penas sopradas pelo vento, batidas nas coxas e passos agachados relembram o poder reprimido de uma águia.” Mantsoe apresentou e ainda apresenta o solo Gula em muitos países, no âmbito de projectos educativos e para audiências diversas.

Coreografia: Vincent Sekwati Koko Mantsoe
Interpretação: Vincent S.K.Mantsoe
Música: Gabrielle Roth and The Mirrors
Figurinos: Vincent S.K.Mantsoe

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